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aprendi a te ver
com as asas
plenas em seu voo aberto
o fogo que nelas
se amplia e crepita

recomeço a pensar
nas tuas asas cobertas de fogo
as cinzas e o tempo
e as semanas
que nos restam

aprendi a te amar com asas
te vejo ali, sobrevoando as horas
minhas horas inexatas
e os dias
de meu pulso aceso

aprendi a te amar com asas
não faz sentido
querer cortá-las.

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1

teu nome em meus
sonhos surge como
voz que ecoa em
meus ouvidos.

queria tanto te ver
deixar de ler teus
versos-desejos de
um homem só.

teu nome em minhas
mãos surge: palavra-sangue
uma dor profunda
um nó.

2

A palavra-sangue do teu nome
é só saudade.

Saber que o tempo evoca
lembrança que não houve
sonhos que não vivemos
e amor que é sentença.

As flores que aqui caem
lançam no tempo-história
uma vaguidão das lembranças
desse nome que ecoa.

No meu peito terreno
lanço esse nome como prece
palavra-sangue novena de meus dias.

como o inverno
chegas tu
e teu olhar
de céu.

tira esse amor
do meu peito,
guarda e renova
minha terra.

aguardo por ti
e teus olhos –
transparência
lunar.

poema 12

 

toda palavra que dizes
lança uma espada
em meu peito.

trazes, com todo 
teu pudor, uma 
fera em desatino.

toda palavra que dizes
lança pedra 
em meu caminho.

Poema 13

nomes e gestos
palavras –
um desejo de
fazer
silêncio.

afeto que
guardo nos
olhos.

mãos
unidas e
o segundo que
colhe meus
passos.

o silêncio –
querer dizer
calar
manter o ar
em minha boca.

poema 8

 

digo que
sei.

não sei.

quero que
em um momento
teus sonhos
invadam os
meus.

não sei
nem o teu 
querer - 
desejos
sonhos -
não sei.

o calor
de um lar
segundos entre
um raio e
um trovão.

 

MMM

Para Marcelo Mário de Melo

um amigo
na mão
que olho e
encontro selos -
cabelos
pra que?

penso o 
mesmo que
ele

saber que o 
desapego
rege a 
vida desde
o início

vale mesmo
é o apreço
pelo que 
mais prezo:
ser selvagem,
pensar no que
vem e pelo que
posso criar -
lutar

amar.