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como o inverno
chegas tu
e teu olhar
de céu.

tira esse amor
do meu peito,
guarda e renova
minha terra.

aguardo por ti
e teus olhos –
transparência
lunar.

poema 12

 

toda palavra que dizes
lança uma espada
em meu peito.

trazes, com todo 
teu pudor, uma 
fera em desatino.

toda palavra que dizes
lança pedra 
em meu caminho.

Poema 13

nomes e gestos
palavras –
um desejo de
fazer
silêncio.

afeto que
guardo nos
olhos.

mãos
unidas e
o segundo que
colhe meus
passos.

o silêncio –
querer dizer
calar
manter o ar
em minha boca.

poema 8

 

digo que
sei.

não sei.

quero que
em um momento
teus sonhos
invadam os
meus.

não sei
nem o teu 
querer - 
desejos
sonhos -
não sei.

o calor
de um lar
segundos entre
um raio e
um trovão.

 

MMM

Para Marcelo Mário de Melo

um amigo
na mão
que olho e
encontro selos -
cabelos
pra que?

penso o 
mesmo que
ele

saber que o 
desapego
rege a 
vida desde
o início

vale mesmo
é o apreço
pelo que 
mais prezo:
ser selvagem,
pensar no que
vem e pelo que
posso criar -
lutar

amar.

 

cabe

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em mim
cabe um
sonho, uma 
cor, e
as nuvens e 
pássaros
do meu peito.

cabem em mim
os meninos e
meninas
as rezas,
as velas e 
santos.

meus pés 
não se 
atêm a 
nada que
não caiba
nesse ventre
claro.

poema 7

o jejum de um dia
inteiro
não expurga
nada.

o gás, as bombas
o céu caído
grama verde –
meus olhos guardam.

a dor de uma fome
que é muito mais
que de
um dia – calendário.